The Manifesto of Herman Melville
The Manifesto of Herman Melville
OR Books
Sanders, Barry
Esgotado
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Nesta reinterpretação iconoclasta e certamente polémica feita por um crítico conceituado, o grande romance americano Moby Dick é apresentado como uma obra amplamente mal interpretada, um erro que persiste até hoje. Segundo Barry Sanders, a obra mais conhecida de Herman Melville não é um romance, não pretende ser um romance, e não foi concebida pelo seu autor para ser lida como tal. Moby Dick é o primeiro manifesto deste país, um alarme tocado para nos avisar sobre o iminente fim da natureza.
O Manifesto de Herman Melville traça a evolução de Moby Dick — desde a sua receção inicial terrível, passando rapidamente a estar esgotado, até ao seu notável renascimento, tornando-se aclamado como um dos grandes clássicos literários da América. Essa viragem ocorreu nas primeiras décadas do século XX e foi, em grande parte, resultado dos novos e radicais movimentos estéticos como o surrealismo, o dadaísmo e o cubismo, que permitiram uma leitura radical do livro. A nova posição do romance como uma das pedras angulares do cânone americano disfarça o seu significado mais profundo como um sinal de alarme, um ocultar que Barry Sanders, numa avaliação crítica tão persuasiva quanto provocadora, procura desvelar.
Sanders defende que Moby Dick deve ser reconhecido como o manifesto de Melville: uma declaração audaz que alerta para a destruição do mundo natural, evidenciada sobretudo na metáfora central do livro — a perseguição implacável para matar a baleia, o primeiro ser senciente em Génesis e um dos mamíferos mais surpreendentes — dotado de pêlo e escamas, cauda e mamas — e o maior dos seres da terra, pesando até 181.000 quilos.
Os baleeiros na época de Melville caçavam e matavam estes extraordinários colossos da natureza, para obter o seu óleo, vendido às pessoas para cozinhar e iluminar as suas casas. Hoje, a procura por energia mudou drasticamente, do mar para a terra, mas o prémio mantém-se o mesmo: combustível produtor de energia pelo qual empresários e aventureiros estão dispostos a destruir toda a natureza.
